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Dietas restritivas não emagrecem a longo prazo. Veja por que e quais riscos elas podem trazer à sua saúde.

O verão vem chegando, e com ele aumenta a procura por dietas que deixam o corpo “preparado” para desfilar na estação mais esperada do ano. Mas antes de começar uma dieta você precisa conhecer os perigos e as consequências de uma dieta que não seja saudável.

Lidia Balcconi, profissional de educação física e personal trainer em São Paulo, conta que já viu muitas pessoas fazendo loucuras para perder peso rapidamente. "Lembro de uma mulher que começou a comer só biscoito de água e sal e bebia água. Ela vivia desmaiando na academia!".

Quem não conhece alguém que já fez um regime maluco? E as dietas que surgem e viram moda? Para estar bem fisicamente durante o verão, não é recomendado que as pessoas comecem dietas radicais, passem dias sem comer, se alimentem apenas de sucos ou exagerem nos exercícios.

Qual o problema das dietas restritivas?

Os riscos de eliminar completamente a ingestão de carboidratos são: fraqueza, mal estar e alterações na pressão, que podem levar a taquicardia e alterações de hormônios. “Qualquer dieta que restringe a ingestão energética vai levar à perda de peso. Mas essa não é a maneira correta de emagrecer, especialmente se a pessoa precisa perder grande quantidade e não tem interesse em ganhar novamente”, Na verdade, quando falamos em corpo humano, a palavra equilíbrio tem de ser levada em conta SEMPRE. Em falta, um nutriente pode comprometer todo o funcionamento fisiológico e metabólico do corpo. Em excesso também. Como diz o ditado popular “em excesso até água faz mal”.

De acordo com estudo feito pelo Instituto Nacional da Saúde e Pesquisa Médica francês (Inserm), dietas restritivas, como a dieta sem glúten, podem reduzir o peso rapidamente, mas não surtem efeito em longo prazo. Os pesquisadores fizeram relatórios baseados nas respostas de mais de 100 mil pessoas, questionadas mensalmente durante três anos. Os dados revelaram que conselhos de especialistas em alimentação (nutricionistas e endocrinologistas) são mais eficientes em longo prazo quando comparado aos regimes restritivos.  Segundo as informações coletadas, 76% das pessoas que tinham seguido as recomendações nutricionais oficiais conseguiram perder peso e manter a forma mesmo seis meses após abandonar a dieta. Já os que fizeram dietas restritivas ou “caseiras” não conseguiram manter o peso por tanto tempo. 



Dieta não deve ser sinônimo de sofrimento

Foi-se o tempo em que dieta era sinônimo de sofrimento. Lidia Balcconi dá algumas dicas que podem fazer a sua jornada para emagrecer muito mais fácil. Confira:

Diga adeus as dietas Restritivas:  Restringir sua alimentação fará seu metabolismo desacelerar. O peso poderá se estabilizar e, para voltar a emagrecer, será necessário reduzir ainda mais as calorias e aumentar a atividade física. A restrição deve ser sempre gradativa. 

De tudo um pouco: Não deixe sua alimentação se resumir a poucos alimentos. Por isso, consumir leites e derivados, carnes magras, legumes, frutas, verduras e cereais fará com que a quantidade de nutrientes recomendada seja atingida, mesmo que a quantidade de calorias consumida diminua. 

Evitar situações de risco: Não deixe por perto alimentos que representem um “perigo” para seu emagrecimento. Ao contrário, a dica é sempre ter por perto uma fruta ou uma barra de cereais junto com você. Seja no trabalho ou onde estiver. Na hora de escolher um restaurante ou barzinho, tome a liderança e proponha um lugar onde os riscos de abusos são menores. Pense numa opção que oferece petiscos saudáveis para você. 





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